Estaurolita (”Pedra da Cruz”)

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Estaurolita

Composição química: (Fe,Mg)2 Al9 (Si,Al)2 O22 (OH)2.

A estaurolita é uma pedra de coloração marrom-avermelhada, encontrada em rochas metamórficas, que tem como principal característica a cristalização em forma de geminados em cruz.
Seu nome faz alusão a essa forma, derivando da palavra “stauros” que siginfica “cruz” no idioma grego.

Tais cruzes podem ser em ângulos de 60 e de 90 graus, sendo esta última forma a mais valorizada. A pedra da foto abaixo, proveniente de Keivy, na península de Kola, na Rússia é especialmente interessante, pois mostra ambas as cruzes numa mesma pedra.



As melhores estaurolitas disponíveis no mercado, que apresentam cristais bem formados e com a cruz de 90 graus, são provenientes de 3 localidades:
Madagascar; Taos, Novo México, Estados Unidos; península de Kola, Rússia.



Estaurolitas de Madagascar

Estaurolita de Keivy, Península de Kola, Rússia

Há uma ocorrência a destacar no Brasil, no município de Rubelita, MG, mas apenas com a cruz de 60 graus, como mostra a foto abaixo.

Estaurolita brasileira


Características metafísicas:

Conhecida como “Pedra da Cruz”, “Pedra das Fadas” ou “Cruz das Fadas”, a estaurolita é considerada um poderoso talismã, sendo bastante usada em rituais de “magia branca”.
Segundo os especialistas em esoterismo pode ser usada para conectar os planos astral, extraterreno e físico, auxiliando no alinhamento e conexão dos mesmos, além de eliminar a depressão e reforçar a auto-determinação no combate a vícios. Auxilia também na conexão com vidas passadas.

No plano físico, atua nos distúrbios de ordem intra-celular, reforçando a absorção de carboidratos. Pode também ser utilizada como complemento em tratamentos de doenças como malária, depressão e febres de um modo geral.

Se quiserem saber mais sobre a estaurolita, sintam-se à vontade para nos consultar.

Até a próxima!!




Illinois Fluorspar District - Série “American Mineral Treasures”

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ILLINOIS FLUORSPAR DISTRICT

Uma das vitrines mais espetaculares que compuseram a exposição “American Mineral Treasures” no último show de minerais de Tucson abordou o “Illinois Fluorspar District”.

O estado de Illinois foi o mais importante produtor de fluoritas nos Estados Unidos durante a maior parte do século passado. O hábito dos cristais era normalmente cúbico, a cor era azul, amarela ou roxa, e cristais bicolores e/ou zonados eram comuns. Os minerais acessórios mais importantes eram galena, esfalerita, calcita e barita, e mais raramente estroncianita e witherita.

O texto da vitrine (foto abaixo) dizia o seguinte:

” O Distrito de Fluoritas do Illinois tem sido uma famosa fonte de fluorita e de galena desde 1812, embora no princípio apenas a galena era recuperada ( para a produção de chumbo e de prata ). Nos anos 1880’s uma tecnologia nova para a produção de aço começou a ser utilizada, requerendo o uso e fluorita como fundente, o que incentivou a mineração na área. Desde então mais de 200 minas foram abertas, com o coração da atividade mineira sendo localizado durante mitos anos ao redor da cidade de Rosiclare. A partir do final da Primeira Guerra Mundial a região de Cave-in-Rock superou Rosiclare como núcleo principal de produção.

O Distrito liderou a produção norte-americana de fluorita durante os anos 1940’se centenas e milhares de toneladas de excelentes amostras de fluoritas azuis, amarelas ou roxas foram produzidas, muitas das quais de tamanhos e qualidades de museu. A última mina no Distrito encerrou as atividades em 1995.”


Cristais gêmeos ( mas não geminados ) de fluorita roxa, exibindo leve zoneamento de tonalidades de cor, medindo 10 x 6 cm

Cristais cúbicos de fluorita roxa, com cerca de 4 cm de aresta, sobre grupos de cristais menores de fluorita roxa, associados a pequenos cristais de calcita amarela ( dimensões totais - 20 x 10 cm )

Cristal cúbico de galena ( 7 x 4 cm ) sobre grupo de cristais de fluorita roxa ( altura - 11 cm )

Grupo de estalactites de esfalerita marrom-avermelhada escura com incrustações de cristais cúbicos de fluorita roxa - dimensões aproximadas - 25 x 15 cm

Grupo de cristais roxos de fluorita ( dimensões totais 25 x 18 cm ) parcialmente recobertos por grupos de cristais bege de estroncianita e cristais brancos de calcita

Grupo de cristais de fluorita roxa com a forma de uma “caverna”, com 21 cm e altura, exibindo cristais de fluorita tanto na superfície externa como na interna

Grupo de cristais cúbicos ( cerca de 10 cm de aresta ) de fluorita roxa recobertos por pequenos cristais de galena - tamanho total da amostra - 30 x 15 cm

Grupo de cristais cúbicos de fluorita zonada ( predominantemente laranja com fina zona externa arroxeada ), associada a cristais de calcita ( dimensões totais - 9 x 8 cm )

Grupo de cristais de witherita, com 10,6 cm de altura - a witherita, carbonato de bário, é um mineral relativamente raro e as melhores amostras do mundo foram encontrados nesse distrito

Cristal cúbico de fluorita, zonado (roxo na parte externa, amarelo no núcleo), com inclusões de barita ( largura da amostra - 9 cm )


As fotos acima demonstram que esta região produziu as melhores amostras mundiais de fluorita ( considerando-se o tamanho dos cristais, a variedade de cores e a quantidade total de amostras de excepcional qualidade produzidas ) e de witherita; foi também uma excepcional produtora de galenas, estroncianitas e esfaleritas e ainda, como “tempero”, “charme” adicional, cristais de calcita e barita enriquecendo as amostras.

Esta é sem dúvida uma das “Top-50″ localidades mundiais de minerais, celeiro inesgotável de maravilhas!

Em breve, mais tesouros do mundo mineral. Até lá!



Série “American Mineral Treasures”

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Minerais das Grandes Localidades Americanas

Iniciaremos uma série de artigos sobre a mais espetacular exibição de minerais que já foi feita em qualquer lugar e em qualquer tempo (não é opinião apenas nossa mas também de todos os colecionadores de minerais, comerciantes e cientistas que estiveram presentes no show de minerais de Tucson-2008).

Durante o Tucson Gem and Mineral Show, organizado pela Tucson Gem and Mineral Society (também chamado de “Tucson Main Show”), que se realizou este ano de 14 a 17/02, foram expostas na área nobre do pavilhão de exposições do “Tucson Convention Center” 44 vitrines, contendo a maior parte das mais importantes amostras que foram produzidas nas 44 mais importantes localidades de minerais dos Estados Unidos.

Cada vitrine foi coordenada por uma a quatro pessoas que têm ou tiveram (a maior parte daquelas localidades não se encontra mais em produção) intenso contato com a mesmas, tendo portanto profundo conhecimento do que foi nelas produzido, e que fizeram um precioso trabalho de localizar onde estão as melhores amostras, e fizeram então contato com esses museus e/ou colecionadores particulares e tiveram êxito em convencer a maior parte deles a permitir que essas amostras fossem trazidas para essa exposição.

Além de viabilizar a exposição dessas espetaculares amostras de cada uma dessas 44 localidades cada coordenador/grupo escreveu um texto resumido, que foi exposto juntamente com as peças, bem como um texto mais detalhado, que foi incorporado, juntamente com fotos da maioria das peças expostas, no fantástico livro “American Mineral Treasures”, que foi editado por Gloria A. Staebler e Wendell E. Wilon, Lithographie, LLC (East Hampton, Connecticut).

Iniciaremos a série com a primeira reportagem, sobre o distrito de Hiddenite, North Carolina.

HIDDENITE DISTRICT

Esta foi a mais espetacular vitrine da exposição “American Mineral Treasures”, pois continha o que considero a segunda melhor amostra que eu tive a oportunidade de ver em toda minha vida ( a melhor foi a rubelita “Joninha”, encontrada em 1979 na Lavra do Jonas ): um cristal de esmeralda perfeito, terminado, com ótimo brilho, limpo junto à terminação, medindo 19,5 cm, sobre uma matriz cristais de siderita e de rutilo medindo cerca de 20 x 15 cm; esta amostra foi encontrada em dezembro de 2003 e foi vendida ao Houston Museum of Natural History por um pouco mais de 1 milhão de dólares!; ela talvez seja a melhor amostra de mineral encontrada nos Estados Unidos em todos os tempos!

Além dessa amostra extraordinária, inacreditável, indescritível, havia na vitrine várias outras esmeraldas bem como cristais de hiddenita, que descreveremos mais adiante. O texto da vitrine dizia o seguinte:

“Em 1879 Thomas Alva Edison pediu a William Earl Hidden, de Newark, New Jersey, para ir ao estado da Carolina do Norte para lá prospectar platina, sobre a qual havia rumores de haver sido encontrada em aluviões auríferos da região. Edison esperava que a platina pudesse ser utilizada para a confecção de filamentos para suas recém-inventadas lâmpadas incandescentes.

A procura foi negativa mas, durante sua permanência na região Hidden conheceu J. Adali D. Stephenson, um comerciante próspero e também colecionador de minerais, em Statesville, que lhe mostrou um lote de cristais verdes, o que deu a partida na atípica história da produção de gemas na Carolina do Norte.

Alguns daqueles ‘pregos verdes’, como eram conhecidos pelos fazendeiros locais, foram imediatamente reconhecidos como esmeraldas, mas outros constituíam-se de algo novo, a variedade gemológica verde do espodumênio que foi posteriormente chamada de ‘hiddenita’.

Desde aquela descoberta pioneira o atualmente conhecido como ‘Hiddenite district of Alexander county, North Carolina’ produziu cerca de 50.000 quilates de esmeralda e 5.000 quilates de hiddenita.”

A maior hiddenita na vitrine mede cerca de 8 cm e está mostrada na foto abaixo.

Com relação ao nome “hiddenita” há gemólogos que consideram que deva ser apenas utilizado para os espodumênios cuja cor verde se deva exclusivamente à presença de impurezas de cromo na rede cristalina, o que tornaria Hiddenite a única ocorrência mundial, e a hiddenita talvez a gema mais escassa do mundo ( pois apenas 5000 quilates foram lá produzidos desde 1879 até hoje ). Entretanto, a exemplo do que também ocorre com a esmeralda, o mercado aceita como “hiddenitas” espodumênios de cor verde bem definida, de outras procedências, que se deve a impurezas não de cromo mas de ferro.


Nebula Stone x Jaspe Kambaba

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Olá amigos

Estamos abrindo um fórum para debates e principalmente para a divulgação de informações que, na maioria das vezes movidas pelas melhores intenções, acabam sendo repassadas de forma incorreta aos apreciadores e colecionadores de minerais.

Vejam o caso abaixo, que aconteceu conosco recentemente:

Recebemos um alerta do casal Karen e Ron Nurnberg de que o material que estava descrito em nosso site como “Nebula Stone” não pode ser classificado como tal, mas sim como “Jaspe Kambaba“.

Este casal é o descobridor do mineral e dono da marca registrada “Nebula Stone”, e únicos produtores e distribuidores da genuína nébula stone.

Estamos disponibilizando aqui um link com o web-site deles (em inglês), http://www.nebulastone.com/, onde podem ser encontrados maiores detalhes sobre o assunto, inclusive com muitas fotos, citações e depoimentos tanto de renomados mineralogistas como também de estudiosos da parte esotérica.

Basicamente as características dos dois materiais são as seguintes:

Nebula Stone

Material de origem vulcânica alcalina, constituída de uma matriz verde muito escura ( quase preta ), constituída de quartzo, anortoclásio e riebeckita, dentro da qual ocorrem massas verde mais claras de formato ovalado, constituídas de anortoclásio com cristais longos e muito finos de riebeckita, parcialmente recobertos por aegirina; esses cristais estão orientados na direção do centro dos nódulos ovalados; existe apenas uma ocorrência conhecida no mundo, na região sul do México.

Jaspe Kambaba

Trata-se de um material metamórfico, resultante da fossilização de algas estromatólitas; a matriz é verde escura, porém bem mais clara do que a da “nebula stone”, e dentro dela ocorrem nódulos quase esféricos, que correspondem às algas estromatólitas fossilizadas; todo o material é constituído de jaspe.

 

Reconhecemos nosso erro, ao qual inclusive fomos induzidos por um fornecedor da Alemanha, sério e de tradição, que dispunha desse material no ano passado no show de Munich e o havia descrito como “Kambaba Jasper/ “Nebulastein”.

Já corrigimos a informação na nossa página, eliminando a “nébula stone” e introduzindo “kambaba jasper” - felizmente vendemos até agora muito poucas peças desse material, e caso qualquer dos leitores tenha comprado alguma peça de nós por favor nos contate que reembolsaremos o valor pago ou trocaremos por outra mercadoria, a critério do cliente.

Sintam-se à vontade para comentar esse assunto e para enviar dúvidas e histórias sobre outras pedras vendidas e/ou identificadas de forma incorreta, para que os apreciadores de minerais de coleção e de cristais esotéricos possam sempre adquirir exatamente o que querem e precisam.

Em breve, colocaremos no fórum mais alguns casos semelhantes. Até lá!


Falecimento do Professor Dr. Rui Ribeiro Franco

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É com grande pesar que comunico o falecimento em São Paulo, no dia 20 de fevereiro, do Prof. Dr. Rui Ribeiro Franco.

Logo após começar a colecionar minerais, em 1961, visitei o Museu de Mineralogia da então chamada “Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da U.S.P.”, situado na Alameda Glete, 467, e aquilo foi uma descoberta que incendiou a minha paixão pelos minerais; passei então a freqüentar quase que semanalmente o Museu, e tomei conhecimento da existência da Associação Brasileira de Gemologia, cuja sede era no mesmo local e era dirigida pelo Prof. Rui. Ele então soube da existência do nosso “Clube de Ciências Campo Belo”, que eu dirigia, e passou a incentivar nossa iniciativa até que, em 1968, decidimos fundir as 2 entidades, transformando-as na “Associação Brasileira de Gemologia e Mineralogia”. Nesta época o Museu de Mineralogia foi mudado para a Cidade Universitária e temporariamente encaixotado, e a sede da nova Associação ( ABGM ) foi transferida para a Rua Álvares Machado, no centro da cidade.

Juntamente com dezenas de colaboradores ( vou citar apenas alguns nomes, por favor me desculpem os que porventura omitir: Ulrich Bobrik, José Osmir França Guimarães, Vitor Estéfano, Darcy Svisero, Eduardo Kesselring, Vladimir Aps, Joaniel Martins, Roberto Del Carlo, Israel Henrique Waligora, Ludovico Balogh, Janis Rudzitis, Alberto Blume, Severino Bandamento, Oscar Landmann, Elio Rosso, Nelson Caovilla, Dimitri Paraskevopulos, muitos outros…! ) o Prof. Rui continuou sendo o líder e mentor intelectual da entidade: uma vez por mês fazia uma palestra, sempre com o auditório lotado, onde discorria sobre algum tema ligado à Mineralogia e ou à Gemologia, em linguagem que os presentes ( quase todos apreciadores dos minerais mas sem formação científica ) podiam compreender; semestralmente dava aulas nos cursos de Gemologia, e a cada 3 meses participava das excursões para coleta de minerais no campo, onde pacientemente explicava, sempre em linguagem compreensível, as características mais interessantes das rochas, minerais ou fósseis encontrados nas pedreiras que visitávamos.

Estas foram as características mais marcantes da personalidade do Prof. Rui durante o período em que tivemos a felicidade de com ele conviver: sua dedicação em divulgar a Mineralogia e a Gemologia ao público em geral, sacrificando parte de seu tempo para dedicá-lo às atividades da ABGM, e sua rara habilidade em fazê-lo em uma linguagem acessível ao público que ele queria atingir.

Foi então com enorme satisfação que recebi a sugestão dos Prof. Daniel Atêncio e José Moacyr Vianna Coutinho de darmos o nome “Ruifrancoita” a um novo mineral que eu havia descoberto no campo em dezembro de 2002 e eles haviam concluído tratar-se de uma nova espécie mineral; o Daniel Atêncio foi aluno do Prof. Rui, o Moacyr Coutinho seu colega de trabalho na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e na diretoria da Associação Brasileira de Gemologia, e eu devo ao Prof. Rui o apoio que recebi para continuar me dedicando aos minerais. A ruifrancoita é um fosfato de Fe3+, Ca e Be, foi descoberto na Lavra Proberil ( também conhecida como “Sapucaia pegmatite mine” ), em Galiléia, MG, foi aprovada como mineral novo pela I.M.A. sob o número 2005-061, e tornou-se oficialmente uma espécie nova ao ser publicada pela Canadian Mineralogist, Vol.47, pg. 1301-1311.

O Prof. Rui esteve lúcido e ativo até seu falecimento no último dia 20/02, aos 91 anos. A ele minha mais sincera homenagem e o meu agradecimento pelo grande apoio e exemplo que ele me deu.

Luiz Alberto Dias Menezes Filho


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