ADITIVO AO ARTIGO SOBRE OBSIDIANA E VIDRO-DA-TERRA, OUTROS VIDROS NATURAIS, TECTITOS E FULGURITAS

Publicado por Webmaster

Em nosso artigo anterior sobre as falsas “Obsidianas” ou “Vidros da Terra” fizemos uma comparação entre esses vidros sintéticos e os vidros vulcânicos naturais, que são as verdadeiras obsidianas.

Gostaríamos aqui de complementar o assunto, abordando outros 2 tipos de vidros naturais:

1 - TECTITOS

São vidros formados pelo impacto de meteoritos de grande porte; a violenta energia do impacto funde o solo e o expele ao espaço, em alta velocidade, o que provoca o rápido resfriamento e consolidação da massa fundida sob a forma de um vidro natural, que é chamado de TECTITO.

Conforme se pode ver na foto abaixo, a forma dos tectitos é normalmente ovalada, e a dimensão máxima raramente excede 5 cm ( há registros de peças com até 15 cm ); a textura a superfície é inconfundível: ela nunca é lisa mas sempre ranhurada e com cavidades superficiais esferoidais.



Os tectitos são normalmente marrons muito escuros, translúcidos. As notáveis exceções são a moldavita e o vidro da Líbia:

Moldavita - é um tectito de cor verde-garrafa, translúcido mas que pode ser transparente ( nesse caso podendo ser lapidado! ), formado pelo impacto, há cerca 15 milhões de anos, de um meteorito gigante na região da Bohemia e a Morávia, na República Tcheca ( ambas cortadas pelo Rio Vltava, cujo nome em alemão é “Moldau”, daí a origem do nome “moldavita” ), mas que espalhou moldavitas por outras áreas daquele país bem como na Áustria e na Alemanha.

A foto abaixo mostra uma moldavita de qualidade superior que, ao contrário dos outros tectitos, é transparente e apresenta saliências na superfície com espessura de até cerca de 3 mm. A foto seguinte mostra uma moldavita de qualidade mais fraca, sem as saliências superficiais, apenas translúcida e mais parecida com os tectitos convencionais ( distinguindo-se deles apenas pela cor verde ). A terceira foto é de uma moldavita lapidada em forma de cabochão.



Estima-se que até hoje já foram coletadas cerca de 275 toneladas de moldavitas!

Vidro da Líbia - é um tectito de cor amarelo-clara, formado pelo impacto de um meteorito gigante ou de um cometa no deserto do Saara, há cerca de 29 mlhões de anos, espalhando esse “vidro da Líbia” por uma área de 50 x 130 km, englobando o leste da Líbia e o oeste do Egito. As peças são translúcidas e muitas vezes transparentes, os tamanhos são normalmente de poucos centímetros mas há registro de peças de até 7 kg; assim como os demais tectitos a superfície apresenta ranhuras, estrias e pequenas cavidades esféricas. A foto abaixo foi obtida na página do grande comerciante e nosso caro amigo Alain Carion.



Outras variedades famosas de tectitos são:

Vidro de Darwin - encontrado na ilha da Tasmânia, Austrália, são também translúcidos a opacos, e exibem cor marrom a marrom-esverdeada.



Indochinito (já mostrado na primeira foto) - resultado do impacto de um meteorito gigante na região da antiga Indochina ( Laos, Vietnã e Camboja ), que além de espalhar tectitos pelo território desses 3 países também o fez sobre parte da Tailândia e do sul da China; os indochinitos são translúcidos e apresentam cor marrom muito escura.

Existem ainda inúmeros registros de ocorrência de tectitos em várias outras partes do mundo.

É impossível confundir tectitos ( assim como as obsidianas naturais ) com os “vidros da Terra” sintéticos: os primeiros são formados pelo resfriamento rápido de material fundido, viajando a altíssimas velocidades, enquanto que o vidro sintético é formado pelo resfriamento lento do material, parado dentro de um forno. Jamais foram encontrados tectitos ( mesmo as moldavitas e os vidros da Líbia, que podem ser transparentes ) de vários quilos absolutamente transparentes, como o “vidro da Terra” de 52 kg que nos foi oferecido pela Internet; e, mais importante, é impossível reproduzir dentro de um forno as feições superficiais de fluxo que estão sempre presentes nos tectitos.

2 - FULGURITA

É um vidro formado pela fusão de solos arenosos devido ao impacto de raios, elas têm normalmente o centro oco, têm forma aproximadamente cilíndrica, com os contornos externos irregulares e incrustados com grãos de areia; são sempre opacos e a cor varia dependendo da composição química da areia onde houve o impacto do raio ( normalmente a cor á cinza ou marrom ); há registro de fulguritas de até 4 m de comprimento! ( uma peça encontrada nas margens do Lago Congamond, no estado de Connecticut, USA, e que se encontra exposta no Peabody Museum of Natural History na Universidade de Yale, USA.


Como mensagem final, agradecemos a todos que nos acompanharam e apoiaram neste nosso ano inicial como “blogueiros”, e que tenhamos todos um excelente 2009.

Saúde, Paz e Prosperidade a todos!!!!!!


LIVRO: Ampliando nossa Visão do Reino Mineral – Os Cristais de Quartzo, de Isabel Silveira

Publicado por Carlos

Sabemos que quando se trata de cristais, sempre é difícil encontrar literatura confiável, por isso estamos fazendo menção à obra abaixo.

Recebemos e recomendamos aos prezados amigos o livro em epígrafe; a Isabel é cliente e amiga nossa há cerca de 10 anos, quando visitou nosso escritório em Belo Horizonte na primeira viagem a Corinto organizada pelo Antônio Duncan, tendo retornado em várias outras oportunidades.

O livro enfoca essencialmente o quartzo, descrevendo em detalhe e com riqueza de fotos e ilustrações todos os “quartzos mestres”; não é uma compilação de bibliografia alheia, nos vários capítulos a Isabel coloca também sua vivência no uso das inúmeras formas do quartzo.

Estamos anexando aqui as contra-capas, a gentil dedicatória escrita pela Isabel, o índice do livro e o capítulo de apresentação.

Quem quiser maiores detalhes sobre a obra, a autora, onde adquirir, etc, pode contactar o site www.reinomineral.com.br.


IDENTIFICAÇÕES ERRADAS DE MINERAIS E FRAUDES - CAPÍTULO I - “OBSIDIANA” OU “VIDRO-DA-TERRA”

Publicado por Webmaster

IDENTIFICAÇÕES ERRADAS DE MINERAIS E FRAUDES

PRIMEIRO CAPÍTULO - “OBSIDIANA” OU “VIDRO-DA-TERRA”

Infelizmente os mercados de minerais, de gemas e de cristais esotéricos têm sofrido com um grande número de erros de classificação ( intencionais ou não ), bem como fraudes de diversos tipos. Isso leva os compradores menos preparados ou desatentos a adquirir “gato por lebre”, bem como dificulta o trabalho dos comerciantes honestos que têm de competir com imitações de menor ou nenhum valor.

Daremos ênfase ao que ocorre no mercado de minerais para coleção e de cristais esotéricos, pois no caso das gemas existe uma estrutura bem montada de laboratórios gemológicos que vêm sistematicamente estudando e publicando informações sobre materiais sintéticos e processos de modificação de cor, o que não ocorre na mesma escala no caso dos minerais e dos cristais.

No primeiro número desta série abordaremos uma fraude bastante atual, que é tentar classificar VIDRO como “OBSIDIANA” ou “VIDRO-DA-TERRA”.

A obsidiana é um vidro natural, sem estrutura cristalina nem composição química constante, encontrado no interior de lava vulcânica. Ocorre em vários países do mundo, mas apenas onde houve vulcanismo relativamente recente ( o que não é o caso do Brasil, onde as mais recentes erupções vulcânicas ocorreram há cerca de 40 milhões de anos! ). As cores são sempre muito escuras ( marrom, marrom-esverdeada, marrom-avermelhada ou preta ), e o material é, com raras exceções, translúcido ou opaco.

Como se trata de material de baixo valor seu uso como material ornamental se restringe à produção de pedras roladas, ovos, esferas e esculturas ( com a exceção da “obsidiana arco-íris” ou “rainbow obsidian”, encontrada no México ). As variedades naturais mais conhecidas são as seguintes:

- OBSIDIANA “LÁGRIMA-DE-APACHE”

- ocorre no Arizona como nódulos semi-esféricos ou alongados, de cor marrom-escura, translúcidos ou quase transparentes, medindo até cerca de 5 cm, e encontradas em solos resultantes da decomposição recente de lavas vulcânicas claras denominadas “perlitas”.


- OBSIDIANA “LÁGRIMA-DE-APACHE” NA PERLITA

- OBSIDIANA “FLOCOS-DE-NEVE”

- é um material preto opaco com nódulos brancos com aparência de flocos de neve ( causados pelo início de formação do mineral “cristobalita” ), é encontrada no estado do Utah, USA.

- OBSIDIANA “DOURADA”

- ocorre no México, tem cor marrom-esverdeada muito escura, translúcida, e apresenta inclusões tubulares, ocas, que proporcionam reflexões internas da luz do tipo “olho-de-gato”; os índios aztecas e os toltecas a utilizavam intensivamente na confecção de esculturas, ferramentas e pontas de flecha.

- OBSIDIANA “MOGNO”

- ou obsidiana “mahogany”, tem cor preta, opaca, com manchas marrom-avermelhadas, ocorre no México bem como em vários estados norte-americanos ( Arizona, Califórnia, Novo México e Oregon ).

- OBSIDIANA “ARCO-ÍRIS”

- é a variedade mais valiosa, consiste de uma matriz negra, opaca, com zonas internas iridescentes, o que resulta, ao se lapidar o material em cabochão ou na forma de coração, em reflexões internas verdes/ roxas/ azuis/ vermelhas. A ocorrência mais importante se localiza no México

Por outro lado, os vidros, sintéticos, vendidos fraudulentamente como “obsidianas” ou “vidros-da-terra” são verdes ou azul-esverdeados, completamente transparentes, o que jamais foi visto em obsidianas naturais. Sua ocorrência natural é geologicamente impossível: o solo, onde essas “obsidianas” teriam sido encontradas ( é sempre a mesma história, um garimpeiro de “total confiabilidade”, “que não mente”, encontrou a peça escavando a terra, ou um fazendeiro também “totalmente confiável” coletou-a do mesmo modo ), provém sempre da decomposição de uma rocha, seja ela sedimentar, metamórfica ou ígnea; nos dois primeiros casos jamais poderá ser encontrada uma massa de vidro natural, e as rochas ígneas encontradas no Brasil não são do tipo lava vulcânica extrusiva, que poderia conter massas de obsidiana natural ( mas nunca grandes, transparentes e azuis ); as lavas vulcânicas que existiram no Brasil há mais de 40 milhões de anos já foram completamente erodidas.

Recebemos recentemente uma oferta de uma fantástica “obsidiana verde” de 53 kg. A pedra é a das fotos abaixo.

A mensagem oferecendo-a, da qual retiramos os nomes pois queremos acreditar que a pessoa não agiu de má fé e sim por desconhecimento dizia:

“Luiz, boa tarde!

Meu noivo - ******* - ligou para você, por indicação do ******, sobre uma obsidiana verde.
Trata-se de uma pedra com 53,3 Kg - 116 cm de circunsferencia; 32 cm de altura; 35 cm de largura.
Uma pedra muita bonita como você pode observar nas fotos que envio em anexo.

Gostaríamos que avaliasse e se quiser ver pessoalmente ou obter mais informações, por favor, entre em contato.

Seguem os telefones:
Tel: (**) ****-**** ou (**) ****-****.

Desde já agradeço pela atenção.”


Não estamos afirmando que a pessoa que enviou esta mensagem está agindo de má-fé, mas o que ela está oferecendo é um vidro artificial sem nenhum valor científico ou comercial.

A conclusão final é que não existem obsidianas azuis ou azuis-esverdeadas, transparentes, seja no Brasil seja em qualquer outra parte do mundo, e se alguém encontrou algo assim num solo é porque alguém ali a enterrou!

Quem tiver algum caso para contar ou sugerir, envie-nos pelo noso email info@luizmenezes.com.br

Até a próxima!



LIVROS E REVISTAS SOBRE MINERAIS, GEMAS E CRISTAIS ESOTÉRICOS

Publicado por Webmaster

Estamos iniciando em nosso blog uma seção informativa sobre livros e revistas, onde inclusive estaremos dando informações sobre o que está incluído no último número das revistas que passarão a serem aqui listadas. A primeira revista que gostaríamos de recomendar é a Diamond News:

DIAMOND NEWS
Praça Dom José Gaspar, 30 - Sobreloja A1
01047-010 - São Paulo, SP
Fone (11)3383-5000
diamondnews@bristar.com.br
www.diamondnews.com.br

É ao nosso ver a melhor revista brasileira sobre gemas e minerais; é editada pela Bristar, do Jorge Luiz Brusa, que é um entusiasta de Gemologia ( e também da Mineralogia ), extremamente ativo, está presente nas mais importantes feiras internacionais ( Tucson, Munique, etc ), sendo portanto uma pessoa atuante e atualizada sobre as novidades e as tendências do mercado.

A revista Diamond News tem mantido há vários anos um excelente padrão de qualidade técnica e conteúdo consistente e cada vez mais rico ( não nos recordamos de nenhum artigo incluído para “encher lingüiça”, todos os artigos têm sido sobre assuntos relevantes ).

Recebemos recentemente o número 30, Ano 9, que contem os seguintes artigos:

- Editorial escrito pelo Jorge Brusa

- Mina Argyle, a principal fonte fornecedora de diamantes rosa - excelente artigo sobre essa mina situada no noroeste da Austrália, cuja exploração comercial teve início em 1979, e se caracteriza pela atípica ocorrência dos raros diamantes rosa, dos quais ela é o principal produtor mundial

- Mix News - vários artigos curtos sobre vários temas:
- Camões e Gemologia, escrito por nosso amigo Eduardo Frank Kesselring, cuja companhia tivemos o prazer de compartilhar no final dos anos 60 e início dos anos 70 no que consideramos foi a fase áurea da ABGM, em sua antiga sede da Rua Álvares Machado, em São Paulo
- Dicionário de Mineralogia e Gemologia, do professor da UFRS Pércio de Moraes Branco - contato com o Prof. Pércio sobre o livro pelo E-mail perciomb@portoweb.com.br, ou pelo fone (51)3228-4969
- Livro Jóias - Criação e Design, de Carlos Salem - informações pelo site www.2000joias.om.br
- Novo roteiro turístico no sul do país - informando sobre o inédito roteiro Turístico das Gemas e Jóias do Rio Grande do Sul, previsto para ser iniciado em 2009 por iniciativa do Ministério do Turismo e elaborado pelo IBGM, em parceria com o SEBRAE-RS, a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, prefeituras municipais, universidades, sindicatos da categoria e entidades locais
- Dados sobre a exportação de gemas e jóias no período Janeiro-Abril 2008, comparando-as com o mesmo período de 2007
- Dados sobre o preço dos metais preciosos no período Maio/Junho 2008
- Informações sobre uma competição internacional de criação de jóias contemporâneas contendo diamantes, promovida pela Antwerp World Diamond Centre ( AWDC )

- Diamantes Sintéticos - análise da última geração feita pelo GIA - informa sobre diamantes sintéticos produzidos pela Apollo Diamond Inc. utilizando a deposição química de vapor (CVD), lançados no mercado há aproximadamente 5 anos, e que entraram no mercado comercial de jóias até agora em quantidades muito limitadas; o artigos descreve um artigo publicado na revista Gems & Gemmology, Winter 2007, do GIA, trazendo a boa notícia que esses diamantes podem ser identificados por testes gemológicos e pelos equipamentos que testam os diamantes usados pelos principais laboratórios

- Âmbar, a cápsula do tempo - artigo escrito por Jorge Brusa, descrevendo as cores, procedências, inclusões, tratamento, etc.

- Seção Indicadores, com:
- Cursos - calendário com os mais importantes cursos e informações sobre os promotores
- Cotação de Brilhantes no Mercado Internacional
- Feiras Internacionais - calendário das mais importantes feiras internacionais de gemologia ( mas não as de mineralogia )
- Feiras Nacionais - calendário

- História do Paládio- descreve que a história do paládio e da platina estão ligadas, já que ambos foram encontrados juntos e fazem parte do grupo dos metais da platina, também conhecido como metais nobres. “Platina natural ou nativa”, refere-se à platina pura, que na verdade não é inteiramente pura e sim uma mistura do grupo dos metais da platina, incluindo o paládio. O paládio só foi separado deste composto algum tempo depois, por isso esses dois metais possuem a mesma história.

- Vanadinita - artigo escrito por Rainer Schultz-Güttler sobre esse mineral, numa “canja” para nós mineralogistas, uma vez que esse mineral carece de interesse gemológico

Como vocês podem ver, são todos artigos importantes, sem nenhuma “encheção de lingüiça”; parabéns ao Jorge e à sua equipe pelo excelente trabalho.



Mina de cobre de Morenci - Série “American Mineral Treasures”

Publicado por Webmaster

A mina Morenci é atualmente a maior mina de cobre dos Estados Unidos, e tem produzido uma grande quantidade de excepcionais amostras de azurita e malaquita, entretanto o fato mais notável é que a Phelps Dodge Corporation, que a opera, assinou um contrato com uma empresa de comércio de minerais, em 1974, que ficou autorizada a coletar e comercializar as amostras, impedindo que elas fossem destruídas.

Esse contrato reverte a receita em benefício do Arizona Sonora Desert Museum, que portanto é patrocinado pela Phelps Dodge com os recursos obtidos com a comercialização dos minerais, modelo muito interessante que infelizmente não é utilizado por nenhuma empresa de mineração no Brasil, onde os minerais de coleção presentes nas minas são brutal e sistematicamente destruídos, devido à omissão e desinteresse de toda a comunidade mineral brasileira ( empresas de mineração, universidades, geólogos e engenheiros de minas ).

O texto da vitrine dizia o seguinte:

MORENCI MINE

A mina Morenci localiza-se no centro-leste do Arizona próximo à divisa com o Novo México; depósitos de cobre foram lá encontrados pela primeira vez em 1865 e os primeiros pedidos de lavra foram registrados em 1872; logo em seguida se iniciaram as atividades de mineração que exploraram inicialmente os ricos veios sub-superficiais de carbonatos de cobre. Desde então Morenci evoluiu a partir de umas poucas minas subterrâneas até o que hoje: a maior lavra a céu aberto e o maior produtor de cobre dos Estados Unidos.

Os primeiros tempos de Morenci não resultaram na recuperação de muitas excepcionais amostras de azurita e de malaquita, embora elas certamente estivessem disponíveis para coleta durante as operações de lavra, até que, em 1974, a Phelps Dodge Corporation assinou um contrato de coleta de minerais, terceirizando essa operação, o que permitiu que a partir daí que Morenci se tornasse conhecida como importante produtor de espécimes minerais e de material para lapidação; durante os 33 anos seguintes a “Southwestern Mineral Associates” coletou a maioria das amostras que foram ofertadas ao mercado - a vasta maioria dos quais de outra maneira teria sido destruída nos britadores de minério o nas pilhas de lixiviação de minério de baixo teor”

As amostras mais importantes expostas naquela vitrine estão mostradas nas fotos abaixo:

 Estalactite de Azurita, 14,7 cm, com Malaquita na sua base - é ao nosso ver a peça mais espetacular de todas as expostas naquela vitrine, pertence à coleção de Stan Esbenshade, foi coletada em 1985 na bancada 4650 na Copper Mountain área.

 Estalactite de Malaquita recoberto por cristais de Azurita, 11,9 cm - outra peça absolutamente única, “killer”, pertence à coleção de Les e Paula Presmyk

Estalactites de Azurita sobre Malaquita, 12 cm de altura - pertence à coleção de Stan Esbenshade, foi coletada em 1986 na bancada 4650 da Copper Mountain area.

Estalactites de Azurita sobre Malaquita, 15,3 cm de altura, encontrada na bancada
4650 da Copper Mountain área, pertence à coleção de Bob Jones.

Detalhe da Vitrine, com as peças das Fotos 3, 4, 5 e 6, além de vários grupos de cristais de azurita.

Seção de um Estalactite de Malaquita intercrescido com Azurita, 4,5 cm de largura - esta peça espetacular tem uma longa história: Herb Obodda adquiriu-a nos anos 1960 do famoso comerciante Larry Conklin, que a havia obtido há pouco numa troca com o American Museum of Natural History, de New York; ela tinha sido adquirida por George Kunz numa viagem ao Arizona em 1884. Kunz vendeu-a, através da Tiffany & Co., para J. Pierrepont Morgan, e foi incluída na exibição “American Gems”, que recebeu a medalha de ouro na 1889 Exposition Universelle em Paris. Esta amostra foi exibida na página central do livro “Gemstones of North América”, de Geroge Kunz, editado em 1890.

Vários cabochões de Azurita com Malaquita, pertencentes a Stan Esbenshade - a mina Morenci produz as mais belas combinações de azurita com malaquita para fins gemológicos.

Quem quiser saber mais detalhes sobre a mina, a vitrine, as amostras e o show de minerais de Tucson pode nos escrever no info@luizmenezes.com.br

Até a próxima!!


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