Quartzo com marcas de raio

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QUARTZO C MARCAS DE RAIO

Quartzo com marca de raios… o que será isso??

Essa excepcional curiosidade científica e esotérica tem sido muito estudada recentemente, tanto em pesquisas acadêmicas como por pessoas reputadas no meio esotérico como “altamente sensitivas”.
Peço desde já perdão aos puristas, pois a linguagem que usaremos será totalmente voltada à compreensão do conceito por parte de pessoas leigas.

Quartzos com marcas de raio são cristais de quartzo que apresentam fraturas em forma de “rastros” em sua superfície, como ilustra a foto abaixo, e que resultam do choque gerado pelo impacto de um raio na rocha onde o quartzo se formou (notem que o impacto do raio foi no solo, não no cristal em si).

Tais fraturas apresentam-se com características muito peculiares que evidenciam que foram criadas “de dentro para fora” (foto abaixo), ou seja, não resultam de qualquer agressão feita ao quartzo de forma intencional.

Dados científicos

Como se sabe, o quartzo possui propriedades piezoelétricas, ou seja, sofre contrações e distensões em seu volume quando submetido a variação de voltagem em seus extremos, sendo por isso utilizado em larga escala na fabricação de relógios.

Foi comprovado através da pesquisa abaixo que tal contração/expansão sob o efeito de uma descarga de altíssima voltagem produz nos quartzos o mencionado rastro.

A explicação científica vem de um estudo feito pelo professor Joachim Karfunkel, da UFMG, em parceria com vários colegas de universidades no exterior, como a de Viena, Áustria, Ilmenau, na Alemanha, e do United States Geolocical Survey de Denver, Estados Unidos, entre outros.

O estudo teve por meta constatar a veracidade da história contada pelos garimpeiros da região da Serra do Espinhaço a respeito dos cristais de quartzo por lá encontrados e que apresentavam os tais “rastros”, sendo chamados por eles de “pedra de raio”.
O estudo incluiu desde análises de campo, avaliando dados na superfície das áreas de lavra aonde as “pedras de raio” foram encontradas, onde havia sinais de descargas elétricas sobre o solo, até testes em laboratório, feitos na Universidade de Viena, onde cristais intactos de quartzo da mesma região foram submetidos a descargas elétricas de características semelhantes às de um raio, e que efetivamente produziram nos cristais a mesma marca encontrada nas “pedras de raio”, comprovando assim a interessante tese.

Características esotéricas

Como consta no livro “Love is in the Earth”, da nossa querida Melody, o quartzo com marcas de raio faz parte do grupo conhecido como “Grand Formations”, aqueles a serem utilizados durante as grandes mudanças na Terra. Auxilia a superação de choques e traumas, canalizando a energia da luz na direção desejada, trazendo também a energia do amor com a intensidade de um relâmpago. Facilita espíritos inquietos a fazerem a transição entre os planos físico e espiritual de forma menos traumática. Trabalha no a tendência à inércia que muitas vezes fazem com que o indivíduo aceite a opressão, trazendo força e coragem para mudanças.

Quem quiser saber mais sobre os quartzos com marcas de raio e sobre o estudo citado acima é só nos contactar através do email info@luizmenezes.com.br.

Até a próxima!!





Estaurolita (”Pedra da Cruz”)

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Estaurolita

Composição química: (Fe,Mg)2 Al9 (Si,Al)2 O22 (OH)2.

A estaurolita é uma pedra de coloração marrom-avermelhada, encontrada em rochas metamórficas, que tem como principal característica a cristalização em forma de geminados em cruz.
Seu nome faz alusão a essa forma, derivando da palavra “stauros” que siginfica “cruz” no idioma grego.

Tais cruzes podem ser em ângulos de 60 e de 90 graus, sendo esta última forma a mais valorizada. A pedra da foto abaixo, proveniente de Keivy, na península de Kola, na Rússia é especialmente interessante, pois mostra ambas as cruzes numa mesma pedra.



As melhores estaurolitas disponíveis no mercado, que apresentam cristais bem formados e com a cruz de 90 graus, são provenientes de 3 localidades:
Madagascar; Taos, Novo México, Estados Unidos; península de Kola, Rússia.



Estaurolitas de Madagascar

Estaurolita de Keivy, Península de Kola, Rússia

Há uma ocorrência a destacar no Brasil, no município de Rubelita, MG, mas apenas com a cruz de 60 graus, como mostra a foto abaixo.

Estaurolita brasileira


Características metafísicas:

Conhecida como “Pedra da Cruz”, “Pedra das Fadas” ou “Cruz das Fadas”, a estaurolita é considerada um poderoso talismã, sendo bastante usada em rituais de “magia branca”.
Segundo os especialistas em esoterismo pode ser usada para conectar os planos astral, extraterreno e físico, auxiliando no alinhamento e conexão dos mesmos, além de eliminar a depressão e reforçar a auto-determinação no combate a vícios. Auxilia também na conexão com vidas passadas.

No plano físico, atua nos distúrbios de ordem intra-celular, reforçando a absorção de carboidratos. Pode também ser utilizada como complemento em tratamentos de doenças como malária, depressão e febres de um modo geral.

Se quiserem saber mais sobre a estaurolita, sintam-se à vontade para nos consultar.

Até a próxima!!




Show de Denver 2007 - Vitrine do Museu de Los Angeles, Parte 7

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Olá a todos. Após um longo período de ausência devido à nossa participação no Show de Minerais de Tucson, estamos retomando os relatos, finalizando a matéria sober a vitrine que o Museu de História Natural de Los Angeles apresentou no Show de Denver, realizado em setembro do ano passado, e que relatava curiosidades sobre minerais brasileiros. Vejam abaixo os últimos dois minerais apresentados.

BERILO, variedade HELIODORO – Lavra da Serrinha, Medina, Minas Gerais

Trata-se de um cristal hexagonal medindo cerca de 6 x 2 cm, com terminação plana, e com interessantes inclusões tubulares em sua parte superior, próxima à terminação; a foto de dealhe mostra que na base de cada tubo há uma inclusão seja de spessartita ou de muscovita, e o texto explica o porque desses tubos ocos terem se formado.

Heliodoro Heliodoro (detalhe)

Heliodoro (texto em inglês)

Tradução do Texto – A terça parte superior deste cristal de heliodoro exibe internamente tubos verticais ocos, a maioria dos quais se extende até a superfície externa do plano de terminação. Estes tubos são “sombras de crescimento” criados por cristais de spessartita e de muscovita que cresceram sobre a face da terminação quando ela ainda estava numa posição interna e causaram interrupções pontuais durante o subseqüente crescimento do cristal de heliodoro.

DOLOMITA – Brumado, Serra das Éguas, Bahia

Trata-se de um belíssimo cristal geminado com 3 x 2 cm, com um hábito típico daquela mina mas muito raro em outras localidades, e exibindo ainda inclusões de rosetas de hematita, delimitando um “phantom” interno, e minúsculos cristais de anatásio em sua face esquerda.

Dolomita Geminada

Dolomita - texto em inglês

Tradução do Texto – Este incomum geminado de penetração exibe vários ângulos inter-faciais reentrantes onde as faces dos dois cristais geminados se interceptam. Capeamento de dolomita laranja-acastanhada na parte externa de cada lado do geminado dá ao cristal uma aparência de sanduíche. Outros aspectos interessantes incluem camadas de minúsculas rosetas de hematita que criam “phantoms” dentro da dolomita e cristais brilhantes de anatásio em crescimento paralelo ao longo do lado esquerdo do cristal.


Show de Denver 2007 - Vitrine do Museu de Los Angeles, Parte 6

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Olá a todos. Vamos hoje comentar sobre duas amostras de topázio imperial que também faziam parte da vitrine que o Museu de História Natural de Los Angeles exibiu destacando curiosidades sobre diversos minerais brasileiros no show de Denver, em setembro último.

TOPÁZIO IMPERIAL – Lavra do Capão, Ouro Preto, Minas Gerais

É um belíssimo cristal, com 8 x 2 cm, exibindo cor roxa.


Tradução do Texto – A cor roxa é a mais rara no topázio imperial. A cor amarela no topázio é causada por centros de cor induzidos por radiação natural enquanto que as cores vermelha, rosa ou roxa são causadas por uma ligeira substituição do alumínio por cromo na estrutura cristalina. A cor laranja a laranja-avermelhada é causada pela combinação dessas duas causas.

TOPÁZIO IMPERIAL – Lavra Caxambu, Ouro Preto, Minas Gerais

Trata-se de uma amostra relativamente rara ( mas não extremamente rara ) em que o topázio está incrustado numa matriz laterítica. O tamanho é cerca de 20 cm, e o cristal de topázio mede cerca de 7 cm.


Tradução do Texto – Em Ouro Preto o topázio imperial é lavrado a partir de veios hidrotermais localizados dentro de hematita-xistos. Os depósitos e as rochas encaixantes são tão fortemente intemperizados e transformados em argila laterítica que normalmente apenas cristais isolados de topázio e de quartzo são recuperados. Este cristal de topázio quebrou-se e deslocou-se como resultado de movimentos da rocha após sua formação.

Ano que vem, tem mais!!

Feliz Ano Novo a todos!!


Show de Denver 2007 - Vitrine do Museu de Los Angeles, Parte 5

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Neste quinto capítulo da reportagem sobre o Show de Minerais de Denver, vamos mostrar mais duas curiosidades sobre um dos minerais mais abundantes no Brasil - o quartzo.

O Museu de História Natural de Los Angeles apresentou mais essas duas interessantes histórias:

QUARTZO FUMÊ – Lavra da Golconda, Coroaci, Minas Gerais

O quartzo adquire a cor fumê através de seu bombardeamento por radioatividade natural, normalmente isto se dá de forma homogênea mas em alguns raros casos, como neste cristal de 8 x 5 cm, exibe marchas mais escuras espalhadas internamente próximo à superfície do cristal ( no título a Lavra da Golconda está erradamente descrita como sendo em Coroaci, ela na realidade se situa no município de Governador Valadares )



Tradução do Texto – Quartzo adquire a cor fumê como resultado de uma exposição prolongada a radiatividade natural. Manchas marrons mais escuras, pontuais ( ou halos ) em cristais de quartzo são tipicamente causadas por minúsculos cristais de minerais radioativos tanto inclusos dentro do cristal ou crescendo em sua superfície. Este cristal “manchado” é atípico devido à quantidade e à distribuição relativamente uniforme desses “halos” um pouco abaixo da superfície do cristal. Embora nenhum desses cristais radiativos fonte tenham permanecido ( “sobrevivido” ), é provável que eles tenham se depositado na superfície do quartzo e lá tenham permanecido por milhões de anos.

HEMATITA no QUARTZO – Espírito Santo

É uma seção polida longitudinalmente cortada de um cristal de quartzo, medindo 6 x 3 cm; este material é freqüentemente ( e erroneamente ) chamado de “cacoxenita”; este mineral ( um fosfato de ferro e alumínio ), nunca foi até hoje encontrado dentro do quartzo, o que é atestado no excelente livro “Inclusions in Quartz”, de Jaroslav Hyrsl e Gerhard Niedermayr, cuja leitura recomendamos para todos os que se interessam pelo assunto.


Tradução do Texto – As “ripas” vermelho intensas, orientadas quase que perpendiculares às faces externas deste cristal de quartzo são cristais alongados de hematita que se nuclearam a partir da superfície do quartzo assim que ele começou a crescer. À medida que o quartzo começou a se desenvolver externamente a partir de seu núcleo o mesmo aconteceu com os cristais de hematita, competindo por nutrientes ( átomos ) e por espaço na interface entre o cristal de quartzo e a solução líquida que o recobria.

Em breve, mais novidades apresentadas no show.


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