Creedita

Publicado por Luiz Menezes

CREEDITA

Olá a todos

Abordaremos neste artigo um mineral muito interessante – a creedita, que na grande maioria das vezes ocorre como grupos de cristais alongados, e de cores variando entre o incolor e o violeta. Comercialmente falando, as mais vistas são as alaranjadas e as incolores, como as que ilustram esta matéria. Algumas aparecem associadas à fluorita.


1 – Mineralogia

- Composição química: Ca3[SO4{Al2F8(OH)2]-2H2O
- Sistema: Monoclínico
- Cor: do incolor ao violeta, passando pelo alaranjado e pelo branco, entre outras
- Brilho: vítreo
- Principais ocorrências: Estados Unidos, México, Cazaquistão, Bolívia e China
- Origem do nome: Faz menção à região onde foi originalmente descoberta, no quadrilátero de Creede, Colorado.
- “Type Locality” (localidade onde foi primeiro descrita): Colorado Fluorspar Co. Mine, Wagon Wheel Gap, Mineral Co., Colorado, USA
- Ano: 1916



2 – Características Energéticas:

Segundo os estudiosos, a creedita alinha os chakras laríngeo e coronário, funcionando como uma ótima ferramenta para meditação, clarificando e canalizando adequadamente pensamentos e sentimentos.

Ainda segundo os especialistas sobre o tema como a nossa querida Melody, auxilia na compreensão de textos místicos e sagrados aumentando a percepção das mensagens sutis sobre a estrutura do conhecimento. Traz coragem e determinação para que os obstáculos sejam enfrentados de frente.

No plano físico, é conhecida por auxiliar na recuperação de fraturas e de rupturas musculares. Atua também sobre o fígado e na absorção de vitaminas  A, B e E.

Quem tiver interesse em mais detalhes mineralógicos sobre da creedita, estas podem ser obtidas através do site mindat.org, ou através do nosso email info@luizmenezes.com.br.
O link direto para a página de creedita é o http://www.mindat.org/min-1151.html, mas o site todo merece uma visita.

Abraços

Carlos Menezes



SERAFINITA

Publicado por Luiz Menezes

A serafinita, pedra de tonalidade única e extremamente bonita como se pode ver nas fotos que integram este “post”, é uma variedade de clinocloro, cujo nome vem de “clinos”, que significa “inclinado”, numa alusão à inclinação entre seus planos óticos, e do grego “chloros”, numa referência à sua cor mais comum, o verde. Pertence ao grupo da clorita.

A foto abaixo mostra uma chapa obtida através do corte e polimento de uma seção horizontal de uma estalactite de serafinita, tendo como destaque a perfeição do contorno original da estalactite.

A serafinita aparece também em outras formas como esta mostrada abaixo  e na foto que abre este “post”, chamada de “casco de tartaruga”.

Outras formas são os cabochões e as pedras roladas. Em todas elas, destaca-se o tom esverdeado único e a presença das fibras.

Entre outras características apontadas pelos pesquisadores das propriedades dos cristais como o nosso saudoso Antonio Duncan e nossa querida Melody, a Serafinita pode ser utilizada para aumentar a coesão e equilíbrio nos relacionamentos, auxiliando também na cura em todos os níveis.

Empresta as propriedades de cura física, emocional e mental da clorita, já que esta é uma das pedras de cura mais poderosas e está presente em sua composição.
Auxilia a busca da independência, mas sempre conservando a habilidade de relacionamentos e o senso de diplomacia.

Reforça a percepção de que o crescimento espiritual é obtido através de atitudes de carinho e ternura para com o próximo e para consigo mesmo. Traz também a consciência da ordem das coisas – ordem dentro de si mesmo, ordem do universo e até mesmo ordem do caos, desfazendo sentimentos de desesperança através da percepção da importância de si próprio e de todos os seres no equilíbrio do universo e da sua realidade pessoal.

Em estados meditativos, produz o contato com as mais altas instâncias angelicais. Quando utilizado sobre o chakra coronário produz o alinhamento dos chakras, tendo, portanto, efeito de ancoramento e centralização. Quando colocado sobre o chakra cardíaco, tem-se a sensação de limpeza, trazendo proteção e fortalecendo o amor.

Em breve, mais destaques do mundo dos minerais.

Abraços a todos

Carlos


LIVRO: Ampliando nossa Visão do Reino Mineral – Os Cristais de Quartzo, de Isabel Silveira

Publicado por Carlos Menezes

Sabemos que quando se trata de cristais, sempre é difícil encontrar literatura confiável, por isso estamos fazendo menção à obra abaixo.

Recebemos e recomendamos aos prezados amigos o livro em epígrafe; a Isabel é cliente e amiga nossa há cerca de 10 anos, quando visitou nosso escritório em Belo Horizonte na primeira viagem a Corinto organizada pelo Antônio Duncan, tendo retornado em várias outras oportunidades.

O livro enfoca essencialmente o quartzo, descrevendo em detalhe e com riqueza de fotos e ilustrações todos os “quartzos mestres”; não é uma compilação de bibliografia alheia, nos vários capítulos a Isabel coloca também sua vivência no uso das inúmeras formas do quartzo.

Estamos anexando aqui as contra-capas, a gentil dedicatória escrita pela Isabel, o índice do livro e o capítulo de apresentação.

Quem quiser maiores detalhes sobre a obra, a autora, onde adquirir, etc, pode contactar o site www.reinomineral.com.br.


IDENTIFICAÇÕES ERRADAS DE MINERAIS E FRAUDES – CAPÍTULO I – “OBSIDIANA” OU “VIDRO-DA-TERRA”

Publicado por Luiz Menezes

IDENTIFICAÇÕES ERRADAS DE MINERAIS E FRAUDES

PRIMEIRO CAPÍTULO – “OBSIDIANA” OU “VIDRO-DA-TERRA”

Infelizmente os mercados de minerais, de gemas e de cristais esotéricos têm sofrido com um grande número de erros de classificação ( intencionais ou não ), bem como fraudes de diversos tipos. Isso leva os compradores menos preparados ou desatentos a adquirir “gato por lebre”, bem como dificulta o trabalho dos comerciantes honestos que têm de competir com imitações de menor ou nenhum valor.

Daremos ênfase ao que ocorre no mercado de minerais para coleção e de cristais esotéricos, pois no caso das gemas existe uma estrutura bem montada de laboratórios gemológicos que vêm sistematicamente estudando e publicando informações sobre materiais sintéticos e processos de modificação de cor, o que não ocorre na mesma escala no caso dos minerais e dos cristais.

No primeiro número desta série abordaremos uma fraude bastante atual, que é tentar classificar VIDRO como “OBSIDIANA” ou “VIDRO-DA-TERRA”.

A obsidiana é um vidro natural, sem estrutura cristalina nem composição química constante, encontrado no interior de lava vulcânica. Ocorre em vários países do mundo, mas apenas onde houve vulcanismo relativamente recente ( o que não é o caso do Brasil, onde as mais recentes erupções vulcânicas ocorreram há cerca de 40 milhões de anos! ). As cores são sempre muito escuras ( marrom, marrom-esverdeada, marrom-avermelhada ou preta ), e o material é, com raras exceções, translúcido ou opaco.

Como se trata de material de baixo valor seu uso como material ornamental se restringe à produção de pedras roladas, ovos, esferas e esculturas ( com a exceção da “obsidiana arco-íris” ou “rainbow obsidian”, encontrada no México ). As variedades naturais mais conhecidas são as seguintes:

- OBSIDIANA “LÁGRIMA-DE-APACHE”

- ocorre no Arizona como nódulos semi-esféricos ou alongados, de cor marrom-escura, translúcidos ou quase transparentes, medindo até cerca de 5 cm, e encontradas em solos resultantes da decomposição recente de lavas vulcânicas claras denominadas “perlitas”.


- OBSIDIANA “LÁGRIMA-DE-APACHE” NA PERLITA

- OBSIDIANA “FLOCOS-DE-NEVE”

- é um material preto opaco com nódulos brancos com aparência de flocos de neve ( causados pelo início de formação do mineral “cristobalita” ), é encontrada no estado do Utah, USA.

- OBSIDIANA “DOURADA”

- ocorre no México, tem cor marrom-esverdeada muito escura, translúcida, e apresenta inclusões tubulares, ocas, que proporcionam reflexões internas da luz do tipo “olho-de-gato”; os índios aztecas e os toltecas a utilizavam intensivamente na confecção de esculturas, ferramentas e pontas de flecha.

- OBSIDIANA “MOGNO”

- ou obsidiana “mahogany”, tem cor preta, opaca, com manchas marrom-avermelhadas, ocorre no México bem como em vários estados norte-americanos ( Arizona, Califórnia, Novo México e Oregon ).

- OBSIDIANA “ARCO-ÍRIS”

- é a variedade mais valiosa, consiste de uma matriz negra, opaca, com zonas internas iridescentes, o que resulta, ao se lapidar o material em cabochão ou na forma de coração, em reflexões internas verdes/ roxas/ azuis/ vermelhas. A ocorrência mais importante se localiza no México

Por outro lado, os vidros, sintéticos, vendidos fraudulentamente como “obsidianas” ou “vidros-da-terra” são verdes ou azul-esverdeados, completamente transparentes, o que jamais foi visto em obsidianas naturais. Sua ocorrência natural é geologicamente impossível: o solo, onde essas “obsidianas” teriam sido encontradas ( é sempre a mesma história, um garimpeiro de “total confiabilidade”, “que não mente”, encontrou a peça escavando a terra, ou um fazendeiro também “totalmente confiável” coletou-a do mesmo modo ), provém sempre da decomposição de uma rocha, seja ela sedimentar, metamórfica ou ígnea; nos dois primeiros casos jamais poderá ser encontrada uma massa de vidro natural, e as rochas ígneas encontradas no Brasil não são do tipo lava vulcânica extrusiva, que poderia conter massas de obsidiana natural ( mas nunca grandes, transparentes e azuis ); as lavas vulcânicas que existiram no Brasil há mais de 40 milhões de anos já foram completamente erodidas.

Recebemos recentemente uma oferta de uma fantástica “obsidiana verde” de 53 kg. A pedra é a das fotos abaixo.

A mensagem oferecendo-a, da qual retiramos os nomes pois queremos acreditar que a pessoa não agiu de má fé e sim por desconhecimento dizia:

“Luiz, boa tarde!

Meu noivo – ******* – ligou para você, por indicação do ******, sobre uma obsidiana verde.
Trata-se de uma pedra com 53,3 Kg – 116 cm de circunsferencia; 32 cm de altura; 35 cm de largura.
Uma pedra muita bonita como você pode observar nas fotos que envio em anexo.

Gostaríamos que avaliasse e se quiser ver pessoalmente ou obter mais informações, por favor, entre em contato.

Seguem os telefones:
Tel: (**) ****-**** ou (**) ****-****.

Desde já agradeço pela atenção.”


Não estamos afirmando que a pessoa que enviou esta mensagem está agindo de má-fé, mas o que ela está oferecendo é um vidro artificial sem nenhum valor científico ou comercial.

A conclusão final é que não existem obsidianas azuis ou azuis-esverdeadas, transparentes, seja no Brasil seja em qualquer outra parte do mundo, e se alguém encontrou algo assim num solo é porque alguém ali a enterrou!

Quem tiver algum caso para contar ou sugerir, envie-nos pelo noso email info@luizmenezes.com.br

Até a próxima!



Quartzo com marcas de raio

Publicado por Luiz Menezes

QUARTZO C MARCAS DE RAIO

Quartzo com marca de raios… o que será isso??

Essa excepcional curiosidade científica e esotérica tem sido muito estudada recentemente, tanto em pesquisas acadêmicas como por pessoas reputadas no meio esotérico como “altamente sensitivas”.
Peço desde já perdão aos puristas, pois a linguagem que usaremos será totalmente voltada à compreensão do conceito por parte de pessoas leigas.

Quartzos com marcas de raio são cristais de quartzo que apresentam fraturas em forma de “rastros” em sua superfície, como ilustra a foto abaixo, e que resultam do choque gerado pelo impacto de um raio na rocha onde o quartzo se formou (notem que o impacto do raio foi no solo, não no cristal em si).

Tais fraturas apresentam-se com características muito peculiares que evidenciam que foram criadas “de dentro para fora” (foto abaixo), ou seja, não resultam de qualquer agressão feita ao quartzo de forma intencional.

Dados científicos

Como se sabe, o quartzo possui propriedades piezoelétricas, ou seja, sofre contrações e distensões em seu volume quando submetido a variação de voltagem em seus extremos, sendo por isso utilizado em larga escala na fabricação de relógios.

Foi comprovado através da pesquisa abaixo que tal contração/expansão sob o efeito de uma descarga de altíssima voltagem produz nos quartzos o mencionado rastro.

A explicação científica vem de um estudo feito pelo professor Joachim Karfunkel, da UFMG, em parceria com vários colegas de universidades no exterior, como a de Viena, Áustria, Ilmenau, na Alemanha, e do United States Geolocical Survey de Denver, Estados Unidos, entre outros.

O estudo teve por meta constatar a veracidade da história contada pelos garimpeiros da região da Serra do Espinhaço a respeito dos cristais de quartzo por lá encontrados e que apresentavam os tais “rastros”, sendo chamados por eles de “pedra de raio”.
O estudo incluiu desde análises de campo, avaliando dados na superfície das áreas de lavra aonde as “pedras de raio” foram encontradas, onde havia sinais de descargas elétricas sobre o solo, até testes em laboratório, feitos na Universidade de Viena, onde cristais intactos de quartzo da mesma região foram submetidos a descargas elétricas de características semelhantes às de um raio, e que efetivamente produziram nos cristais a mesma marca encontrada nas “pedras de raio”, comprovando assim a interessante tese.

Características esotéricas

Como consta no livro “Love is in the Earth”, da nossa querida Melody, o quartzo com marcas de raio faz parte do grupo conhecido como “Grand Formations”, aqueles a serem utilizados durante as grandes mudanças na Terra. Auxilia a superação de choques e traumas, canalizando a energia da luz na direção desejada, trazendo também a energia do amor com a intensidade de um relâmpago. Facilita espíritos inquietos a fazerem a transição entre os planos físico e espiritual de forma menos traumática. Trabalha no a tendência à inércia que muitas vezes fazem com que o indivíduo aceite a opressão, trazendo força e coragem para mudanças.

Quem quiser saber mais sobre os quartzos com marcas de raio e sobre o estudo citado acima é só nos contactar através do email info@luizmenezes.com.br.

Até a próxima!!





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