Show de Denver 2007 - Vitrine do Museu de Los Angeles, Parte 7
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Olá a todos. Após um longo período de ausência devido à nossa participação no Show de Minerais de Tucson, estamos retomando os relatos, finalizando a matéria sober a vitrine que o Museu de História Natural de Los Angeles apresentou no Show de Denver, realizado em setembro do ano passado, e que relatava curiosidades sobre minerais brasileiros. Vejam abaixo os últimos dois minerais apresentados.
BERILO, variedade HELIODORO – Lavra da Serrinha, Medina, Minas Gerais
Trata-se de um cristal hexagonal medindo cerca de 6 x 2 cm, com terminação plana, e com interessantes inclusões tubulares em sua parte superior, próxima à terminação; a foto de dealhe mostra que na base de cada tubo há uma inclusão seja de spessartita ou de muscovita, e o texto explica o porque desses tubos ocos terem se formado.
Tradução do Texto – A terça parte superior deste cristal de heliodoro exibe internamente tubos verticais ocos, a maioria dos quais se extende até a superfície externa do plano de terminação. Estes tubos são “sombras de crescimento” criados por cristais de spessartita e de muscovita que cresceram sobre a face da terminação quando ela ainda estava numa posição interna e causaram interrupções pontuais durante o subseqüente crescimento do cristal de heliodoro.
DOLOMITA – Brumado, Serra das Éguas, Bahia
Trata-se de um belíssimo cristal geminado com 3 x 2 cm, com um hábito típico daquela mina mas muito raro em outras localidades, e exibindo ainda inclusões de rosetas de hematita, delimitando um “phantom” interno, e minúsculos cristais de anatásio em sua face esquerda.
Tradução do Texto – Este incomum geminado de penetração exibe vários ângulos inter-faciais reentrantes onde as faces dos dois cristais geminados se interceptam. Capeamento de dolomita laranja-acastanhada na parte externa de cada lado do geminado dá ao cristal uma aparência de sanduíche. Outros aspectos interessantes incluem camadas de minúsculas rosetas de hematita que criam “phantoms” dentro da dolomita e cristais brilhantes de anatásio em crescimento paralelo ao longo do lado esquerdo do cristal.
Show de Denver 2007 - Vitrine do Museu de Los Angeles, Parte 6
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Olá a todos. Vamos hoje comentar sobre duas amostras de topázio imperial que também faziam parte da vitrine que o Museu de História Natural de Los Angeles exibiu destacando curiosidades sobre diversos minerais brasileiros no show de Denver, em setembro último.
TOPÁZIO IMPERIAL – Lavra do Capão, Ouro Preto, Minas Gerais
É um belíssimo cristal, com 8 x 2 cm, exibindo cor roxa.


Tradução do Texto – A cor roxa é a mais rara no topázio imperial. A cor amarela no topázio é causada por centros de cor induzidos por radiação natural enquanto que as cores vermelha, rosa ou roxa são causadas por uma ligeira substituição do alumínio por cromo na estrutura cristalina. A cor laranja a laranja-avermelhada é causada pela combinação dessas duas causas.
TOPÁZIO IMPERIAL – Lavra Caxambu, Ouro Preto, Minas Gerais
Trata-se de uma amostra relativamente rara ( mas não extremamente rara ) em que o topázio está incrustado numa matriz laterítica. O tamanho é cerca de 20 cm, e o cristal de topázio mede cerca de 7 cm.


Tradução do Texto – Em Ouro Preto o topázio imperial é lavrado a partir de veios hidrotermais localizados dentro de hematita-xistos. Os depósitos e as rochas encaixantes são tão fortemente intemperizados e transformados em argila laterítica que normalmente apenas cristais isolados de topázio e de quartzo são recuperados. Este cristal de topázio quebrou-se e deslocou-se como resultado de movimentos da rocha após sua formação.
Ano que vem, tem mais!!
Feliz Ano Novo a todos!!
Show de Denver 2007 - Vitrine do Museu de Los Angeles, Parte 5
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Neste quinto capítulo da reportagem sobre o Show de Minerais de Denver, vamos mostrar mais duas curiosidades sobre um dos minerais mais abundantes no Brasil - o quartzo.
O Museu de História Natural de Los Angeles apresentou mais essas duas interessantes histórias:
QUARTZO FUMÊ – Lavra da Golconda, Coroaci, Minas Gerais
O quartzo adquire a cor fumê através de seu bombardeamento por radioatividade natural, normalmente isto se dá de forma homogênea mas em alguns raros casos, como neste cristal de 8 x 5 cm, exibe marchas mais escuras espalhadas internamente próximo à superfície do cristal ( no título a Lavra da Golconda está erradamente descrita como sendo em Coroaci, ela na realidade se situa no município de Governador Valadares )


Tradução do Texto – Quartzo adquire a cor fumê como resultado de uma exposição prolongada a radiatividade natural. Manchas marrons mais escuras, pontuais ( ou halos ) em cristais de quartzo são tipicamente causadas por minúsculos cristais de minerais radioativos tanto inclusos dentro do cristal ou crescendo em sua superfície. Este cristal “manchado” é atípico devido à quantidade e à distribuição relativamente uniforme desses “halos” um pouco abaixo da superfície do cristal. Embora nenhum desses cristais radiativos fonte tenham permanecido ( “sobrevivido” ), é provável que eles tenham se depositado na superfície do quartzo e lá tenham permanecido por milhões de anos.
HEMATITA no QUARTZO – Espírito Santo
É uma seção polida longitudinalmente cortada de um cristal de quartzo, medindo 6 x 3 cm; este material é freqüentemente ( e erroneamente ) chamado de “cacoxenita”; este mineral ( um fosfato de ferro e alumínio ), nunca foi até hoje encontrado dentro do quartzo, o que é atestado no excelente livro “Inclusions in Quartz”, de Jaroslav Hyrsl e Gerhard Niedermayr, cuja leitura recomendamos para todos os que se interessam pelo assunto.


Tradução do Texto – As “ripas” vermelho intensas, orientadas quase que perpendiculares às faces externas deste cristal de quartzo são cristais alongados de hematita que se nuclearam a partir da superfície do quartzo assim que ele começou a crescer. À medida que o quartzo começou a se desenvolver externamente a partir de seu núcleo o mesmo aconteceu com os cristais de hematita, competindo por nutrientes ( átomos ) e por espaço na interface entre o cristal de quartzo e a solução líquida que o recobria.
Em breve, mais novidades apresentadas no show.
Show de Denver 2007 - Vitrine do Museu de Los Angeles, Parte 4
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Continuando a nossa reportagem sobre o show de minerais de Denver, realizado em setembro deste ano, apresentaremos a seguir mais dois minerais citados na vitrine de curiosidades mineralógicas brasileiras do Museu de História Natural de Los Angeles.
RUTILO no QUARTZO – Novo Horizonte, Bahia
O quartzo rutilado desta mundialmente famosa localidade ( a única que produz quantidades significativas de cristais com inclusões de rutilo douradas, em todas as outras o rutilo é vermelho, laranja-avermelhado, cinza metálico ou quase preto ) normalmente se apresenta sob a forma de longas agulhas atravessando os cristais de quartzo em todas as direções ou crescendo epitaxialmente sobre inclusões de hematita formando espetaculares estrelas de seis pontas; este cristal de 6 x 6 cm exibe o rutilo concentrado próximo à superfície, crescendo em todas as direções a partir de minúsculos núcleos de hematita, parecendo “explosões estrelares”.


Tradução do Texto – Agulhas de rutilo nesta localidade geralmente crescem epitaxialmente sobre hematita, formando estrelas de seis raios. Agregados de grãos de hematita aleatoriamente orientados no núcleo deste “spray” de rutilo gerou a forma atípica de “explosão estrelar” de agulhas de rutilo avermelhadas.
FLUORITA – Marambaia, Minas Gerais
Trata-se de um cristal de fluorita levemente arroxeado que mede 8 x 8 cm e foi encontrado num pegmatito, o que é relativamente atípico nessas dimensões ( microcristais de fluorita são mais fáceis de serem encontrados em alguns tipos de pegmatitos )


Tradução do Texto – Fluoritas provenientes de pegmatitos brasileiros são raramente encontradas no mercado de espécimes minerais. Este cristal bem formado, geminado de penetração, provem da mais importante região produtora de águas-marinhas e topázios. A presença de fluorita nesses pegmatitos não deve ser considerada uma surpresa, afinal, fluorita e topázio são ambos minerais que contêm flúor.
Aguardem em breve mais notícias do show, assim como a reportagem sobre o show de Munique.
Show de Denver 2007 - Vitrine do Museu de Los Angeles, Parte 3
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Dando seqüência à nossa matéria sobre a vitrine de curiosidades mineralógicas brasileiras apresentada pelo Museu de História Natural de Los Angeles, no show de minerais de Denver, em setembro passado, aqui estão mais duas histórias sobre um dos minerais mais conhecidos do Brasil.
ÁGUA-MARINHA – Ilha Alegre, Minas Gerais
Trata-se de um par de cristais onde o da direita encaixa-se perfeitamente no centro do da esquerda; as dimensões do cristal maior são 6 x 3 cm.

Tradução do Texto: Este par consiste em um cristal de água-marinha que se encaixa perfeitamente dentro de um outro. Uma possível explicação para a gênese deste espécime único é que após a formação do cristal menor ele foi incorporado pelo cristal maior, e a seguir fluidos corrosivos atacaram seletivamente os planos de contato entre ambos. Um espécime similar encontrado na mesma cavidade exibe apenas separação parcial entre os cristais interno e externo.
ÁGUA-MARINHA – Três Barras, Minas Gerais
Trata-se de um cristal complexo ( 7 x 1 cm ) exibindo 52 faces no total: 16 faces prismáticas, 35 faces piramidais e um pinacóide basal curto


Tradução do Texto: Faces de cristais correspondem a planos de átomos na estrutura atômica. As faces que nós vemos nos cristais geralmente representam esses planos ao quais os átomos se agregam lentamente à medida que o cristal cresce. Crescimento lento normalmente resulta em um pequeno número de face relativamente grandes. Muitas faces pequenas, ao invés de poucas faces maiores, podem resultar quando o exterior de um cristal se torna arredondado através de uma dissolução corrosiva sucedida de um reinício do crescimento de novas faces de cristal. Este cristal contem um total de 52 faces: 16 de prisma, 35 de pirâmides e um pinacóide basal curto.
Em breve mais curiosidades…